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Comprar Com Consciência

  • Maílis Carrilho
  • 11 de set. de 2017
  • 3 min de leitura

Nos dias que correm, o que não nos falta são montras para ver. O incentivo ao consumo está sempre presente, tanto em lojas físicas (por exemplo: nos centros comercias, nas lojas de rua, etc.) quanto em lojas virtuais. Com a grande facilidade de pagamento na maioria das grandes lojas (cartão de crédito ou prestações), muitas pessoas acabam por adquirir mais bens materiais do que, de facto, precisam. Comprar por impulso, sem ponderar qual é a verdadeira importância e utilidade de cada um dos bens adquiridos, leva à acumulação. Por sua vez, a acumulação leva à desorganização, que traz consequências negativas para a casa e para a própria vida. No entanto, é perfeitamente possível contrariar a tendência consumista do mundo actual: é só fazer compras com consciência.


Há sempre um princípio básico para ajudar a fazer compras com consciência: fazer uma lista do que precisa. Se seguirmos uma lista de compras, seja ela de roupa, sapatos, móveis ou comida, só temos a ganhar. Além de poupar tempo, poupa-se dinheiro, uma vez que o que é adquirido tem um propósito/utilidade. Claro que, para que isso aconteça, deve ser uma lista em que se pensa em cada um dos itens que lá está. Algumas listas são mais fáceis de fazer. Por exemplo, geralmente só compramos electrodomésticos quando é necessário substituir algum que esteja definitivamente avariado, até por se tratarem de bens mais caros, não sendo tão comum comprá-los por impulso. No entanto, em outros casos, como por exemplo, roupa e sapatos, é preciso avaliar a real necessidade de ter determinados itens. É preciso separar aquilo que precisamos e queremos das coisas que apenas queremos.


É cada mais fácil encontrar roupas, sapatos e acessórios a preços baixos nas lojas que aderiram ao conceito “fast fashion”, ou seja, moda rápida. Com esses preços mais “atraentes”, aumenta muito a probabilidade de se fazer uma compra por impulso. Sendo assim, são itens que, muitas vezes, se acumulam rapidamente, independentemente da condição financeira de quem os compra. Já devem ter lido em livros/artigos ou visto em documentários que usamos 20% das nossas roupas em 80% do nosso tempo. Será, então, que precisamos de tanta roupa/sapatos/acessórios quanto temos? Muitas vezes, perguntas tão simples como as que se seguem podem ajudar bastante: “será mesmo que irei usar esta peça de roupa com alguma frequência?”, “será que gosto de ver esta blusa com as calças/calções/saias que tenho?”, “preciso de mais roupa para trabalhar ou para sair?”, “compensará comprar estas calças que não têm um tecido de qualidade tão boa, podendo não vir a durar tanto tempo quanto gostaria, se ainda tiver que pagar para fazer a bainha nelas”?, “será que estes sapatos são confortáveis o suficiente para poder usá-los com frequência?”. Claro que todos temos personalidades e necessidades diferentes e, por isso, o que está em causa não é a quantidade de roupa em si. Enquanto for usada com frequência e fizer com que a pessoa que a usa se sinta bem, pode e deve ser mantida. A roupa que não usamos pode ser doada a quem precisa ou descartada definitivamente, caso já não esteja em condições de ser usada. Há uma “regra” muito simples para evitar acumulação: na compra de uma peça nova, descartar outra que até pode ter a mesma utilidade mas não traz tanta alegria a quem a usa ou já tenha cumprido a sua função. Assim, poupa espaço, tempo para escolher a roupa (uma vez que gosta de todas as peças que tem) e dinheiro (não havendo compras sem necessidade).


Em casos como móveis, electrodomésticos e tecnologia, também deve haver consciência na compra. Além de, geralmente, serem itens caros, importa avaliar se o custo da sua manutenção (caso seja necessário) está ao seu alcance. Por exemplo, deve pensar se vale a pena comprar aquela televisão ou aquela batedeira tão cara se, em caso de avaria, não conseguir pagar a sua reparação. Esse tipo de aquisições poderão trazer frustração e gastos financeiros desnecessários. Por isso, antes de fazer uma compra desse tipo de bens materiais mais caros, deve ser avaliada a sua utilidade e o potencial de tornar a rotina de quem os usa mais fácil.


Muitas vezes, especialmente para quem sente uma necessidade maior de comprar/consumir, torna-se difícil mudar os hábitos. Mas há coisas fáceis de fazer que podem ajudar: porque não meter num mealheiro ou numa conta poupança o dinheiro que não gastou naquele item que queria adquirir, mas do qual não precisava? Assim, fica com uma quantia que poderá usar, posteriormente, para fazer alguma compra que, de facto, precisar.


Para acabar, lembrem-se sempre: antes de comprar bens materiais, por muito simples e baratos que sejam, pensem sempre na utilidade e no verdadeiro valor que trarão à sua vida. Nunca se esqueçam que as coisas mais importantes da vida não podem ser compradas.


 
 
 

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